Nas exportações de café, foram embarcadas 2,4 milhões de sacas do grão, representando faturamento de US$ 532 milhões e 60% da receita de janeiro do agronegócio mineiro em vendas no mercado internacional.

As carnes foram o segundo produto mais exportado, com 28 mil toneladas, comercializadas no valor de US$ 103 milhões, entre cortes bovinos, suínos e aviários, apresentando crescimento de 45% na comparação com janeiro de 2021.

No complexo da soja, os grãos foram responsáveis por 110 mil toneladas embarcadas em janeiro, enquanto farelo e óleo somaram 23 mil toneladas.

Registrou-se ainda a ampliação das vendas de celulose, madeira e papel.

Na comercialização de açúcar de cana e álcool observou-se um arrefecimento nas vendas, atrelado ao volume reduzido e diminuição do preço médio da commodity no mercado mundial, justificou a Seapa em nota.

No total, foram embarcadas 60 mil toneladas de produtos do setor com destino a 120 países. Os principais importadores foram Estados Unidos (US$ 137 milhões), Alemanha (US$ 134 milhões), China (US$ 119 milhões), Bélgica (US$ 60 milhões) e Itália (US$ 43 milhões).

Café mais caro

Em um ano, o preço para o consumidor subiu 56%, segundo apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas em janeiro, o preço do café torrado e moído aumentou 5%.

A saca do café arábica, o mais usado na indústria de torrefação, passou de R$ 485 em 2020 para R$ 1.510 hoje, de acordo com o Centro do Comércio do Café de Minas Gerais (CCCMG).

O preço é reflexo dos fatores climáticos enfrentados pelos cafeicultores – seca no momento da florada e a geada nos meses de junho e julho; da inflação e subida do dólar; e do preço dos fertilizantes.

Esse ano, o Brasil deve colher mais de 55 milhões de sacas de café, quase 17% a mais do que em 2021, estima a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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