Durante a sessão, Hallengren foi questionada várias vezes por que o governo nunca havia decidido formalmente sobre uma estratégia, com vários parlamentares expressando surpresa e se perguntando em voz alta como a saúde e outras agências poderiam ter sido controladas pelo governo sem uma estratégia.

Hallengren disse que não é incomum que um país não tenha uma estratégia formal, destacando que nem a Alemanha, nem a França ou a Itália têm uma.

Na audiência, a Ministra disse que seu governo havia estabelecido a política do coronavírus com base em alguns objetivos abrangentes.

“Devemos colocar a vida e a saúde em primeiro lugar, proteger o sistema de saúde o máximo que pudermos e garantir que eles tenham os recursos de que precisam.

Mas também enfatizamos a importância de proteger outras funções importantes da sociedade. Acreditamos que, uma vez que esta pandemia acabe, a sociedade deve ser capaz de continuar a funcionar”, disse Hallengren.

Parte dessa meta final significava, disse ela, que o governo havia tentado proteger os empregos e também se certificar de que a vida privada das pessoas não fosse afetada "excessivamente", acrescentando que na primavera essa abordagem teve amplo apoio no país.

“Não há nada particularmente estranho ou místico sobre a estratégia sueca”, ela continuou, questionando o foco sobre o que a estratégia sueca tem sido.

Hallengren argumentou que foi impossível prever, no início da pandemia, a rapidez com que haveria escassez de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e viseiras para o pessoal de saúde.

“Ninguém julgou que elas acabariam em 2-3 semanas”, disse.

Ela disse que o governo também ficou surpreso e preocupado com o fato de que demorou quase até o verão europeu passado para que as taxas de teste atingissem os níveis esperados, algo que as regiões da Suécia atribuíram às incertezas sobre o financiamento.

“Não aceito a descrição de que se tratava de falta de dinheiro”, disse Hallengren, observando que o governo já havia prometido um bilhão de coroas suecas em 2 de abril de 2020 para testes, embora ela admitisse que o governo poderia ter chegado a um acordo com as regiões sobre o assunto anteriormente.

Ela também negou que a decisão de limitar os testes no início da pandemia fosse uma evidência de que a Suécia esperava obter imunidade coletiva.

“Nunca houve a ideia de permitir que muitas pessoas fossem infectadas, desde que não ficassem muito doentes. Isso nunca fez parte da estratégia sueca. Se fizesse, não teríamos tomado muitas das medidas que impusemos", disse Hallengren.

* Com informações do The Local

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