Alberto Ramos, CEO do Bankinter Portugal, considera que o prazo das moratórias no crédito deverá ser revisto, particularmente para os setores mais afetados e para as famílias em dificuldades.

"Ainda não sabemos a extensão e real impacto na economia do segundo confinamento", disse o banqueiro em coletiva de imprensa para apresentar os resultados referentes a 2020 do Bankinter Portugal. "Quando as moratórias foram desenhadas, partiram do princípio de que 2021 seria um ano de recuperação econômica", algo que já não deverá acontecer.

"Ainda não temos conclusões, mas parece ser prudente pensar que depois das moratórias algumas coisas vão ter de ser feitas para apoiar as empresas que tenham viabilidade". Poderá ser necessário "fazer algumas coisas diferentes ou com maior extensão", alertou Ramos.

"Penso que o tema das moratórias pode ser revisto", afirmou o CEO do Bankinter Portugal, nomeadamente para os "setores particularmente atingidos" pelo novo confinamento e para as famílias em situações difíceis.

Há duas semanas o espanhol Bankinter revelou os seus resultados para 2020. A sucursal em Portugal seguiu a tendência de crescimento do negócio com clientes, com a carteira de crédito alcançando 6,6 bilhões de euros (+7%) no fim de 2020.

* Com informações do Jornal de Negócios

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