“Quando eu era Ministro das Relações Exteriores, tive muito cuidado para não dizer que a China é uma ameaça, embora tenha dito repetidamente 'grave preocupação' em coletivas de imprensa”, disse Kono em 9 de setembro. “Mas, como Ministro da Defesa, devo dizer que a China tornou-se uma ameaça à segurança do Japão ”.

Ele fez a declaração online para um evento organizado pelo Center for Strategic and International Studies, sediado em Washington, marcando o 60º aniversário da aliança Japão-EUA.

O governo está considerando fazer a primeira revisão da Estratégia de Segurança Nacional no próximo ano ou depois, e um dos principais focos será como descrever a posição da China na região.

O governo repetidamente expressa preocupação sobre os avanços militares da China no Mar do Sul da China e em outras partes da região, mas o Japão não tinha ido tão longe a ponto de descrever tais movimentos como uma ameaça.

Na quinta-feira (10), caças de Koku-Jieitai interceptaram aeronaves suspeitas que se dirigiam para o espaço aéreo do Japão, sobrevoando o Mar do Japão e o Mar da China Oriental.

No mês passado, o Japão notificou Pequim de que suas Forças de Autodefesa (SDF) responderão se os navios do governo chinês continuarem a intensificar suas atividades ao redor das disputadas Ilhas Senkaku no Mar da China Oriental.

“O SDF agirá com firmeza quando necessário, ao mesmo tempo que dá as mãos à Guarda Costeira do Japão”, disse Kono, em entrevista coletiva em 4 de agosto.

Kono disse que os navios da Guarda Costeira da China expandiram drasticamente suas atividades ao redor das ilhas Senkaku nos últimos anos, acrescentando que a Guarda Costeira do Japão faz um excelente trabalho de patrulhamento na área.

A atividade de navios da Guarda Costeira da China na zona contígua adjacente às águas territoriais japonesas ao redor das ilhas, que estão sob a jurisdição da Prefeitura de Okinawa, estabeleceu um novo recorde de dias consecutivos em 2 de agosto. A entrada diária das embarcações na zona começou no dia 14 de abril.

Em 20 de junho, o Ministério da Defesa anunciou que um submarino de origem estrangeira, supostamente pertencente à Marinha chinesa, foi avistado passando pela zona contígua da costa da ilha de Amami-Oshima, no sul do Japão.

De acordo com o direito internacional, os submarinos devem emergir e exibir sua bandeira nacional ao passar pelas águas territoriais de outra nação. Mas os submarinos podem viajar submersos quando na zona contígua.

A zona contígua cobre uma área de cerca de 22 quilômetros além das águas territoriais de uma nação.

* Com informações do The Asahi Shimbun

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