Os dados são da última edição da Pnad Covid-19, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostrou que, em 41% domicílios, ao menos um morador recebeu algum auxílio do governo em novembro. No mês anterior, esse percentual foi de 42%.

Foram atendidas cerca de 28 milhões de moradias em novembro frente aos 29 milhões de outubro. O valor médio do benefício foi de R$ 558 por domicílio.

Entre os pagamentos levantados pela pesquisa, estão o Auxílio Emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação de salários através do BEm, programa federal que viabiliza acordos de suspensão do contrato de trabalho ou de redução da jornada e dos salários em troca da manutenção do emprego.

BEm - Acordos por tipo de adesão (dados de 17/11/2020)

- Suspensão: 8.500.071, envolvendo 5.396.393 trabalhadores

- Redução de 70% da jornada de trabalho: 4.309.139, envolvendo 2.972.684 trabalhadores.

- Redução de 50% da jornada de trabalho: 3.702.803, envolvendo 2.513.959 trabalhadores.

- Redução de 25% da jornada de trabalho: 2.885.886, envolvendo 2.006.625 trabalhadores.

- Intermitente 181.575, envolvendo 181.575 trabalhadores.

Na semana de referência da pesquisa, entre os 4,4 milhões de trabalhadores afastados do emprego, devido aos efeitos das medidas restritivas decretadas por prefeitos e governadores, cerca de 20% estavam sem remuneração do trabalho.

O IBGE estima que entre os 211 milhões de residentes, 10 milhões (5%) não adotaram nenhuma medida de restrição em novembro, 98 milhões (46%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, 79 milhões (38%) ficaram em casa e só saíram por necessidade básica e 24 milhões (11%) ficaram rigorosamente isolados.

* Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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