Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que no trimestre até maio, o trabalho com carteira assinada no setor privado ficou estável (29,8 milhões). Já na comparação anual houve uma redução de -4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas).

O trabalho no setor privado sem carteira também ficou estável (9,8 milhões). Na comparação anual, houve acréscimo de 586 mil pessoas (+6,4%).

A população na força de trabalho, que inclui as pessoas ocupadas e desocupadas, cresceu +1,2 milhão, puxada pelo contingente de ocupados (86,7 milhões), que subiu em +809 mil, um aumento de 0,9%, na comparação com o trimestre anterior.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explicou que essa expansão da ocupação reflete o avanço de 3,0% dos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período.

Na comparação com o trimestre fechado em maio de 2020, a força de trabalho cresceu 2,9% (+2,9 milhões), porém, influenciada, principalmente, pelo aumento da população desocupada (2,1 milhões).

“Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia. Isso fez a procura por trabalho diminuir. Um ano depois, com a flexibilidade, essas pessoas voltaram a pressionar o mercado”, explica Adriana Beringuy.

Também foram os trabalhadores por conta própria que tiveram a maior expansão (+2,0 milhões) no mercado de trabalho em um ano.

A taxa de informalidade no trimestre até maio foi de 40% (34,7 milhões de pessoas). Há um ano esse contingente era menor, 32,3 milhões.

“Hoje temos 2,4 milhões de trabalhadores informais a mais do que há um ano. Contudo, se olharmos o trimestre pré-pandemia (dezembro a fevereiro de 2020), os informais somavam 38,1 milhões de pessoas a uma taxa de informalidade de 40,6%. Ou seja, por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, destaca Beringuy.

Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

O nível de ocupação (48,9%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que sugere que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

O contingente de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,9 milhões no trimestre até maio.

Já os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas atingiu o contingente recorde de 7,4 milhões, um aumento de 6,8%, com mais 469 mil pessoas. Na comparação anual, esse indicador subiu 27,2%, quando havia no país 5,8 milhões de pessoas subocupadas.

Os desalentados, que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, somaram 5,7 milhões de pessoas no trimestre até maio, aumento de 5,5% frente ao mesmo período de 2020 (5,4 milhões).

* Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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